Revista BOA VONTADE destaca o direito à segurança alimentar em prol do desenvolvimento infantil
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Revista BOA VONTADE destaca o direito à segurança alimentar em prol do desenvolvimento infantil

Na matéria, o(a) amigo(a) leitor(a) poderá perceber quanto as equipes multidisciplinares das unidades de ensino estão dedicadas em zelar pela saúde dos pequenos, a começar pelas refeições. Juntos, pais, educadores, profissionais da cozinha e enfermeiras buscam entender os hábitos alimentares fora do colégio, acompanham as especificidades nutricionais de cada aluno e elaboram atividades que ajudam a garotada a ingerir frutas, legumes e verduras até então ignorados, facilitando o processo de aceitação deles.

Ainda dentro da área da saúde, a nova edição da revista alerta para o fato de que a condição emocional precisa ser tratada com maior cuidado, já que a negligência a esse aspecto, infelizmente, tem favorecido a incidência de casos de suicídio no mundo. Somente em 2020, as ocorrências de depressão e ansiedade, reconhecidas fatores de risco para a saúde mental, aumentaram mais de 25% em todo o mundo. Defender a preservação da Vida, como há décadas faz a LBV, é ação mais do que necessária, a qual é fortalecida com a campanha internacional Setembro Amarelo, que incentiva os cidadãos a se manterem bem-informados sobre o assunto, a serem solidários com quem passa pelo problema e a buscar auxílio na rede de apoio.

O artigo “Resgate da Cidadania”, do jornalista e escritor José de Paiva Netto, presidente da Entidade, é grande destaque da publicação. Nele, o autor afirma: “A Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo é a mais diligente dialética, sempre realizadora e atual — por mais que passe o tempo —, porquanto fraterna e generosa”. Leitura indispensável a todos quantos buscam inspirar-se nos ensinamentos de paz do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, tão oportunos para a convivência do dia a dia em sociedade.

Por falar no bem-estar dos cidadãos, realce ainda para as reportagens sobre inclusão, em que a publicação traz algumas das ações da LBV pela garantia dos direitos das pessoas com deficiência, e sobre a repercussão do 27º Congresso Internacional de Assistência Social, da LBV, que ocorreu, em formato on-line, nos dias 30 e 31 de agosto. O evento teve como tema “As Organizações da Sociedade Civil de Assistência Social e a efetivação dos direitos socioassistenciais”. Um verdadeiro sucesso entre os milhares de participantes de vários países; entre eles, Estados Unidos, México, Holanda e Venezuela.

Confira tudo isso e muito mais na edição nº 275 da revista BOA VONTADE, veiculada pelas plataformas Revista Digital Online (RDO) (www.revistaboavontade.com.br) e ISSUU (issuu.com/revistaboavontade).

Fonte: Portal Boa Vontade

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Em defesa da Vida, contra o suicídio
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Em defesa da Vida, contra o suicídio

Dessa vez, na saúde mental, tantas vezes negligenciada. De acordo com o DataSUS, o total de óbitos no país por lesões autoprovocadas dobrou nos últimos 20 anos: foi de sete mil para 14 mil. Isso desconsiderando as ocorrências que não foram notificadas. É mais do que uma morte por hora. Aqui um ponto importante: a Associação Brasileira de Psiquiatria estima que 96,8% dos casos estão relacionados a transtornos mentais. Para se ter ideia, nossa nação é a que revela a maior prevalência de depressão na América Latina e é também a que possui mais pessoas ansiosas do globo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), prezar pelo bem-estar mental é, de fato, condição preponderante na luta contra o suicídio. Pacientes com estado grave de saúde mental morrem, em média, 10 a 20 anos mais cedo do que a população em geral, principalmente em razão de doenças físicas evitáveis. Muitos transtornos geram intensa dor emocional, forte sentimento de culpa, vazio, angústia e raiva, o que pode levar o indivíduo a acreditar, erroneamente, que tirar a própria vida acabará com o sofrimento. Desigualdades sociais e econômicas, emergências de saúde pública, guerra e crise climática estão entre as ameaças estruturais globais à saúde mental. Além disso, estigma, discriminação e a violação de direitos humanos contra pessoas com esse tipo de problema, infelizmente, ainda são comuns.

Os mais vulneráveis são os que correm maior risco de desenvolver transtornos e os menos propensos a receber serviços adequados. Mais de 70% dos portadores de psicose em todo o mundo não têm acesso aos serviços de saúde mental. Enquanto 70% dos enfermos em países de alta renda são tratados, nos mais pobres esse número cai drasticamente para 12%. Mesmo nas nações mais ricas, apenas um terço dos depressivos recebe cuidados formais.

Reforçando a rede de apoio

O “Plano de Ação Integral de Saúde Mental 2013–2030”, a maior revisão sobre saúde mental desde a virada do século, estabelece diretrizes para que governos, acadêmicos, profissionais de saúde e toda a sociedade civil consigam contribuir efetivamente para melhorar a atenção dada a essa área. O relatório faz várias recomendações de ação, agrupadas em três caminhos para a transformação.

São eles: 1. Aprofundar o valor e o compromisso que damos à saúde mental. Exemplo: aumentar os investimentos nela, buscando políticas e práticas firmadas em evidências e estabelecendo sistemas robustos de informação e monitoramento. 2. Reorganizar os entornos que influenciam a saúde mental, incluindo lares, comunidades, escolas, locais de trabalho e serviços de atendimento. Exemplo: introduzir nas escolas programas de aprendizagem social e emocional enquanto se combate o bullying. 3. Reforçar a atenção à saúde mental mudando lugares, modalidades e pessoas que oferecem e recebem os serviços. Exemplo: incluir o uso de tecnologias digitais para apoiar a autoajuda guiada e não guiada e para fornecer atendimento remoto.

NOVA ESTRATÉGIA DE AÇÃOCom base nas evidências mais recentes e apresentando exemplos de boas práticas, o “Plano de Ação Integral de Saúde Mental 2013–2030”, divulgado em junho deste ano pela OMS, destaca a relevância de se aprofundar o valor e o compromisso dado à saúde mental, de se remodelar os ambientes que a influenciam e de se fortalecer os sistemas que devem zelar por ela.

De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “todos conhecemos alguém afetado por transtornos mentais. A boa saúde mental traduz-se em boa saúde física; e este novo relatório é um argumento convincente para a mudança. Os vínculos indissolúveis entre saúde mental e saúde pública, direitos humanos e desenvolvimento socioeconômico significam que a transformação de políticas e práticas em saúde mental pode trazer benefícios reais e substantivos para pessoas, comunidades e países em todos os lugares. O investimento em saúde mental é um investimento em uma vida e em um futuro melhores para todos”.

Os 194 Estados-Membros da OMS assinaram o referido plano, comprometendo-se com metas mundiais para melhorar as obrigações nessa importante área. Os progressos parciais alcançados na última década provam que a mudança é possível, mas precisa ocorrer mais rapidamente. Durante muito tempo, o segmento tem sido um dos mais desprezados da saúde pública, recebendo uma ínfima parte da atenção e dos recursos de que necessita. Na perspectiva de Dévora Kestel, diretora do Departamento de Saúde Mental e Uso de Substâncias da OMS, “todo país tem ampla oportunidade de fazer progressos significativos em direção a uma melhor saúde mental para sua população, seja formulando políticas e leis sobre saúde mental mais sólidas, ou introduzindo a saúde mental nos seguros médicos, fomentando e fortalecendo os serviços comunitários da área ou integrando a saúde mental à atenção geral à saúde, escolas e penitenciárias. O relatório inclui muitos exemplos que mostram que mudanças estratégicas podem produzir uma melhora considerável”.

Fonte: Informações do site oficial das Nações Unidas no Brasil (brasil.un.org/pt-br).

Fonte: Portal Boa Vontade

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